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Distância.Com.Amor

Salta,

por Patrícia, em 17.07.16

jump.jpgNa constante agitação diária, refugio-me nos pequenos prazeres da vida. Nos fins de tarde ensolarados, nos romances, no som do mar sobre as rochas, nos pensamentos.

Divago e sonho constantemente. Dou por mim a imaginar como seria se a vida fosse fácil, se retirássemos todas as angústias, todos os não's e todos os problemas. Exibo um sorriso e penso imediatamente "que bom que seria". Mas e depois? Como reconheceríamos o valor das coisas, da própria vida? Como iríamos crescer e voar? Como aceitaríamos as nossas falhas e quais seriam as nossas lutas? Valeria mesmo a pena tentar algo, sabendo de princípio que seria fácil?

Constato que as facilidades são fruto do nosso mérito. Que aprender é um processo precioso, que necessitamos de cair para nos levantarmos, que só nos sentimentos verdadeiramente gratificados quando atingimos algo com "sangue, suor e lágrimas".

Precisamos de um motivo assustador para nos lançarmos de cabeça, sem dúvida. E nos breves instantes que antecedem o salto, vemos a nossa vida a correr pelos olhos e o quão pequenos somos na imensidão que é o mundo. Não importa como saltamos ou como ficamos depois do salto, o importante é o motivo que nos levou a saltar. E se o salto for tão grande como a crença, certamente sairemos vencedores.

Gosto de acreditar no valor das minhas crenças, da minha fé. Nada é tão assustador como a nossa infelicidade. Se temos oportunidade de sermos felizes, existirá alguém capaz de derrotar isso?

Focus,

por Patrícia, em 12.09.15

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Foco-me tanto que desfoco a vida. Deixo-me levar, entusiasmo-me. Perco-me em pensamentos, em ambições desmedidas e fogos por apagar. Dou tudo o que tenho e às vezes resta-me tão pouco.

 

Anseio. Aperto as mãos. Giro a cadeira junto à secretária. Desespero.

 

Quero tanto. Inúmeras são as palavras que ecoam pela minha mente, mas tão escassas são as respostas que obtenho. Construo metas com a minha vida, como se de uma necessidade se tratasse. Rascunhos num caderno, listas organizadas, palavras soltas.

Corro sem cessar e engane-se quem julga que perco todo o divertimento. Corro por gosto, ainda que canse, mas sou tão feliz. Sou feliz com o que tenho, com pouco ou com muito. Vivo na ânsia constante pelo amanhã, se serei capaz, se alcançarei todos os meus sonhos mas vivo concretizada.

 

Foca-te. Respira, tens tempo. Tens todo o tempo do mundo, não corras. Mas apressa-te, vive o tudo e o nada no mesmo dia, vive o que tens e sonha com o que queres ter.

 

Amanhã há tanto para contar, conhecer e amar. Amanhã irei conhecer mais do mundo, dar-lhe-ei a conhecer parte de mim através das minhas histórias. Não importa como foram escritas, são conquistas e derrotas que me pertencem, que me moldam. Hoje, resta-me esperar.