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Distância.Com.Amor

Não te acomodes,

por Patrícia, em 15.03.16

    O silêncio atravessa as paredes. Quero falar, quero gritar. Quero tanto e resta-me tão pouco.

    Não sei por onde ando, vagueio. Percorro os vários caminhos traçados no passado, revejo e corrijo mentalmente todos os erros. No entanto, eles permanecem, não querem ir embora. Se eles soubessem o quanto quero fugir, iam-se embora de livre vontade.

   Olho em redor, observo. Tantas são as fotografias que exibem sorrisos, inúmeras são as recordações que vêm quase que instantaneamente. Ainda assim, onde andam os sorrisos neste instante? Olho em redor, não digo nada, observo.

    Falta-me a voz, só o silêncio ecoa neste quarto vazio. É como se não restasse nada, como se a esperança estivesse desvanecida pelo terror do medo, como se a pessoa outrora corajosa tivesse perdido a capa.

    Duvido.

    Penso.

    Respiro.

    Observo.

    Silencio-me.

    Sussurro, levanto o tom, grito. Grito com uma voz rouca, mas ainda assim, grito. Tem que ser, não me posso dar por vencida. E amanhã? Amanhã gritarei a plenos pulmões: sou capaz.

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