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Distância.Com.Amor

Amanhã,

por Patrícia, em 01.02.16

     Não sei quantos medos tenho, mas sei que eles me conhecem bem. Teimam me largar, entrelaçam-se nos meus dias, prendem-me. E há dias que me prendem mais que outros.

     Tento evitá-los, mas cedo aprendi que a maior arma para as lutas constantes é a capacidade de as enfrentar-mos. É pormos tudo em cima da mesa, com a faca e o queijo na mão, é deixarmo-nos de rodeios e partir para o ataque. O evitamento constante só nos martiriza, pressiona, magoa.

     Desconheço a fonte dos meus medos. Eles aparecem e rapidamente se vão. São aqueles “monstros” que surgem de baixo da cama e se vão embora com a luz. Talvez a resposta para todos os nossos medos seja encontrar a luz. Luz essa que anda perdida, escasseia em alguns momentos, mas se procurarmos bem, encontrá-la-emos.

     Sei lá, acho que a minha luz é o encanto que tenho pela vida, é acreditar no amanhã, é sonhar. E em tantos sonhos, poucos são os pesadelos. Não vivo atormentada, muito menos aprisionada por obstáculos ou medos desmedidos, vivo porque vale a pena, porque sou feliz assim. Se tenho medos? Até lhes perder a conta. Faz parte, só assim descobrimos o verdadeiro valor das coisas. Por isso, qual será o medo de amanhã?

 

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