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Distância.Com.Amor

Try again,

por Patrícia, em 19.08.15

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Sento-me no rebordo da estrada. Consigo ouvir o eco do meu silêncio, das palavras que não deixas que te diga, do meu sufoco constante. Sinto que não posso, que não devo, mas a vontade é tanta.

Dói imaginar a solidão. A solidão de desejos falhados e sonhos inalcançáveis, de perdas consecutivas para venceres todas as batalhas. Deixei-te ganhar todas as vezes, deixei que te sentisses vitoriosa quando tudo em mim era uma derrota, deixei que o meu sorriso se soltasse enquanto as lágrimas eram abafadas.

Faço qualquer coisa por ti. Dou o mundo para ver o teu sorriso. Porque não acreditas no meu mundo? Sei que me amas, só não me entendes. Não entendes as minhas opiniões, as minhas inseguranças, aquilo que não te digo. Gostava que me ouvisses como te oiço. Que aprendesses comigo, sem razão lógica ou fundamento, que me deixasses falhar sem o teu controlo constante, que me deixasses falar.

Atravesso.

Que estrada sublime, observo. Tão longínqua quanto os meus medos, de falhar, de não tentar, de não dizer, de não ser suficiente. Tão breve quanto o que falo. Não vejo nada, por isso choro. E no meio do nada, indefesa, sou levada pelo obstáculo. Deixo que me leve. Sinto que não posso, que não devo, mas a vontade é tanta.

E agora?

Ouves-me?

por Patrícia, em 16.08.15

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Ouve-me. Eu grito, se for preciso, mas ouve-me. Permite que as minhas palavras te preencham, que completem o que sentes e pensas, deixa-me fazer feliz.

Quero que saibas que te amo. Quero gritar sem medos, diariamente. Quero que o mundo saiba o quão felizes somos juntos, que conheça a nossa história de amor, que escrevam poemas e sonetos sobre nós. Quero viver todos os dias com a incerteza de te perder, pois quem ama tem medo. Quero que sejas meu por inteiro como eu sou tua sem reservas, sem tempos livres ou ocupações.

Escrevo-te em linhas estreitas para te dar a entender o quão longo é o nosso amor. Faltam as vírgulas e os capítulos enumerados, faltam as palavras concisas e delicadas, falta a capa grossa do livro. Não tenho livro mas tenho amor, e em quanto esse durar, que durem estes rabiscos que escrevo, estes pedaços de nós tão cheios de sonhos e vontades, tão cheios do que fomos, somos e seremos.

Se sentirmos, ao menos que seja bom. Que seja bom o amor que nos une, que se fortaleça com metas atingíveis e que vivamos para sermos únicos a dois. Que os nossos beijos sejam especiais, que as nossas mãos se toquem sem fim, que a música que denominámos como nossa, assim o seja para sempre.

Tantas são as saudades que tenho de ti. Podia correr o mundo para te ver, fazer mais de trezentos quilómetros vezes sem conta, ou até lhes perder a conta. Podia e posso, jamais desistirei de ti, de nós. Quero que saibas que te amo.

Sussurro. Ouves-me?