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Distância.Com.Amor

Eu quero, posso e consigo,

por Patrícia, em 14.11.16

    Quando a vida te der motivos para cair, cai. Mas a seguir levanta-te, faz-te Homem, supera-te.

    Tens tantos sonhos nas mãos que perdes o rumo das coisas. Sim, tu. Tu que tentas controlar tudo, ser dona da razão, encontrar sempre a explicação das coisas.

    Por este mundo fora, tantas são as coisas inexplicáveis. E tu não podes traçar metas por cima delas, não podes prever, não podes vencê-las. Mas nada te impede de sonhar, de acreditar. Sim, tu. Tu que sonhas acordada, não desistas.

    Quando te apetecer mandar tudo para o outro lado, manda. E a seguir não te desculpes, não digas que foi sem querer.

    Nem tudo é como queremos. Aliás, poucas são as coisas que obtemos exatamente como ambicionámos. É verdade que por vezes a nossa ambição é desmedida, incontrolável, que queremos sempre o que não é nosso por direito e o que temos nos sabe a pouco.

    E então? Qual é o teu problema com isso?

    Tens medo de fracassar, de não atingir os objetivos exatamente como planeaste, é isso? Fracassa. Faz-te Homem. Cresce. Mas não te esqueças que se desistires de ti, jamais alguém te irá erguer com as mesmas forças. E são exatamente as forças que julgas serem escassas e inúteis, que te farão chegar mais longe.

    Quando quiseres fugir, foge. Mas a seguir volta, mais forte e audaz, tenta o plano B ou C e luta.

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Salta,

por Patrícia, em 17.07.16

jump.jpgNa constante agitação diária, refugio-me nos pequenos prazeres da vida. Nos fins de tarde ensolarados, nos romances, no som do mar sobre as rochas, nos pensamentos.

Divago e sonho constantemente. Dou por mim a imaginar como seria se a vida fosse fácil, se retirássemos todas as angústias, todos os não's e todos os problemas. Exibo um sorriso e penso imediatamente "que bom que seria". Mas e depois? Como reconheceríamos o valor das coisas, da própria vida? Como iríamos crescer e voar? Como aceitaríamos as nossas falhas e quais seriam as nossas lutas? Valeria mesmo a pena tentar algo, sabendo de princípio que seria fácil?

Constato que as facilidades são fruto do nosso mérito. Que aprender é um processo precioso, que necessitamos de cair para nos levantarmos, que só nos sentimentos verdadeiramente gratificados quando atingimos algo com "sangue, suor e lágrimas".

Precisamos de um motivo assustador para nos lançarmos de cabeça, sem dúvida. E nos breves instantes que antecedem o salto, vemos a nossa vida a correr pelos olhos e o quão pequenos somos na imensidão que é o mundo. Não importa como saltamos ou como ficamos depois do salto, o importante é o motivo que nos levou a saltar. E se o salto for tão grande como a crença, certamente sairemos vencedores.

Gosto de acreditar no valor das minhas crenças, da minha fé. Nada é tão assustador como a nossa infelicidade. Se temos oportunidade de sermos felizes, existirá alguém capaz de derrotar isso?

Sei que te amo,

por Patrícia, em 12.06.16

            Sei lá.

            Vagueio por aí. Sem destino certo, sem motivo, apenas vou. E enquanto vou, observo, penso. Será que algum dia iremos saber alguma coisa?

            O tempo muda constantemente e por mais que não o queiramos, mudamos com ele. Leva-nos a ingenuidade e aquilo que fomos, deixando-nos só com o que temos, que não é muito.

            E do pouco que tenho, cabe-me fazer muito, diariamente. Sei lá. Sei lá como.

            No vagueio constante que é a vida, vou sonhando. E acho que são os sonhos que me motivam a fazer muito. Sei lá qual é a força dos sonhos, só sei que existe.

            Os pobres sobrevivem com o sonho de serem ricos, os infelizes com o sonho de virem a ser felizes, os solitários por pensarem que alguém os amará. Então e quem ama, questionam-me? Esses vivem do sonho de que amanhã haverá sempre mais e melhor, que o coração aguentará as fraquezas e as tempestades, que os pesadelos não passam de sonhos menos bons.

            Acredito no amor. Sei lá. Sei lá como. Acredito na força do amor, no poder que tem nas pessoas, naquilo que faz e transforma. E o amor não enfraquece, quem enfraquece somos nós.

            Sei lá. Amo-te do pouco ao muito. Amo-te com pouco ou com muito. Amo-te por todas as certezas que tenho contigo.  

 

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