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Distância.Com.Amor

Try again,

por Patrícia, em 19.08.15

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Sento-me no rebordo da estrada. Consigo ouvir o eco do meu silêncio, das palavras que não deixas que te diga, do meu sufoco constante. Sinto que não posso, que não devo, mas a vontade é tanta.

Dói imaginar a solidão. A solidão de desejos falhados e sonhos inalcançáveis, de perdas consecutivas para venceres todas as batalhas. Deixei-te ganhar todas as vezes, deixei que te sentisses vitoriosa quando tudo em mim era uma derrota, deixei que o meu sorriso se soltasse enquanto as lágrimas eram abafadas.

Faço qualquer coisa por ti. Dou o mundo para ver o teu sorriso. Porque não acreditas no meu mundo? Sei que me amas, só não me entendes. Não entendes as minhas opiniões, as minhas inseguranças, aquilo que não te digo. Gostava que me ouvisses como te oiço. Que aprendesses comigo, sem razão lógica ou fundamento, que me deixasses falhar sem o teu controlo constante, que me deixasses falar.

Atravesso.

Que estrada sublime, observo. Tão longínqua quanto os meus medos, de falhar, de não tentar, de não dizer, de não ser suficiente. Tão breve quanto o que falo. Não vejo nada, por isso choro. E no meio do nada, indefesa, sou levada pelo obstáculo. Deixo que me leve. Sinto que não posso, que não devo, mas a vontade é tanta.

E agora?

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