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Distância.Com.Amor

(1)

por Patrícia, em 09.07.15

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            Há dias que nos complementam e transformam, tanto pelo lado positivo como pelo lado mais negro. Há dias que nos fazem crer na felicidade de existir, outros em que desistir parece ser a primeira opção. Há dias que nos corroem e sufocam por dentro, dias que um pequeno percalço se torna na nossa maior queda, dias de saudade.

            Ainda assim, talvez seja a saudade a maior arma do amor. E falar de saudade é construir uma linha ténue entre o que se sabe e o que se desconhece, uma vez que a saudade é experienciada de inúmeras formas. O amor, o quente e louco, o que apaixona e emociona, também ele é vivenciado de variadas formas. E nesta complementaridade um tanto ao acaso, a saudade une-se ao amor pelo mesmo que duas pessoas se unem: o sentimento.

            Existem vários tipos de amor. Existem várias pessoas. Existem diferentes pessoas que amamos ao longo da nossa vida, mas só as amamos uma vez, de uma única forma. Engane-se aquele que julga saber falar de amor, engane-se o poeta que escreve juras de amor no meio dos seus sonetos, engane-se quem acredita que só existe um primeiro amor.

            O primeiro amor, tão vulgarmente redundante. A verdade é que existem vários primeiros amores, talvez até mais do que imaginamos. Cada vez que amamos alguém, seja de que tipo for, é pela primeira vez. É como se não existisse passado e o futuro, esse matreiro, é incerto e construído à medida que o tempo avança. É como se o tempo tivesse parado no ali e agora com aquela pessoa, seja quem ela for e quando for.

            A vida é recheada de incertezas. A vida, o amor e a saudade. Por vezes, são as pessoas que consideramos eternas que mais rapidamente se vão embora do nosso abraço apertado, que deixam o amor que construímos e deixam saudade. E com elas, levam a crença de que seria o tal, o primeiro e o do resto da vida, e só fica o sentimento com que amámos.

            Por tudo isto, não podemos confundir a primeira pessoa que amámos com o nosso coração mais tímido, sem preconceitos e sem conhecimentos prévios, com todos os primeiros amores que conhecemos ao longo da vida. No entanto, todos eles se fundamentam na esperança, esperança essa que pode atraiçoar o que pensamos e fazemos, na esperança que durará o tempo que tiver de durar. E se for para sempre, melhor ainda.

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